quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Trinta e um


Hoje é um dia especial, meu primeiro bebê faz hoje 31 anos. Não, não fui mãe aos 13 anos, foi a minha irmã que veio a ser o meu primeiro estágio com bonecas de carne e osso. Ela ter passado nas minhas mãos serviu de aviso daquilo que me esperava no futuro.

E posso já explicar como:

Ela trocou o dia pela noite, o que quer dizer que durante dia era uma santa, de noite não deixava ninguém dormir, de olhão arregalado olhando pra tudo e com pulmão em pleno funcionamento. Nunca aquele corredor de casa me pareceu tão grande, como nas noites insones em que eu ficava de um lado para outro, com ela no colo tentando que ela adormecesse.

Temos que ser francos, ela foi muito mimada!! A passagem do leite para alimentos sólidos, foi talvez uma das maiores controvérsias lá de casa - ela só comia aqueles boiões para bebés da Gerber ou da Nestlé. Um balúrdio de dinheiro gasto nisso durante 2 anos...

Ela tinha uma táctica quando queria algo, infalível : agarrava-se ao objecto em questão e ficava fazendo aqueles olhos de cachorrinho abandonado. Meus pais cairam sempre nisso, pena é que a mesma táctica não pegava comigo...

De certa maneira, tive que lidar com um geniozinho levado da breca, não havia como dar a volta quando ela metia uma coisa na cabeça. Testou infinitamente a minha paciência.

Mas os bebés crescem, tornam-se adultos (mais ou menos), tem sua própria personalidade. E assim foi com a minha maninha. De certa forma me sinto orgulhosa de saber, que ela, cultiva gostos que eu mesmo cultivo. Algumas influencias dela, que obteve longe de mim, por um destes acasos do acaso são meus também. Assim como a tendência para olheiras, TPM, resposta pronta na ponta da língua...

Mas ela criou pensamentos próprios e vontades próprias. Moldou a sua personalidade ciente de que jamais poderá agradar à todos e que os amigos de verdade se contam pelos dedos de uma mão. É extrovertida e com um sentido de humor muito apurado, sem cair no banal/palhaçada.

Poderia passar horas falando dela, porque me sinto tão ou mais responsável por ela, do que a própria mãe.

Adoro-a!!

E apesar dos dias em que ela ainda leva aos limites possíveis a minha paciência, pra mim, vai continuar a ser a minha pequenina.

Parabéns maninha!!!

1 comentário:

FAXINEIRA disse...

Obrigada mana pelas palavras tão carinhosas e que me fazem tão bem.